Empresário é condenado a prisão por liderar grupo criminoso de garimpo ilegal na Terra Yanomami

  • 30/01/2026
(Foto: Reprodução)
Empresário e mais seis pessoas são indiciados por tentar queimar helicóptero do Ibama O empresário garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, foi condenado a prisão por liderar um grupo criminoso responsável por garimpo ilegal e degradação ambiental na Terra Indígena Yanomami. A decisão, publicada nesta quinta-feira (29), é do juiz federal Victor Oliveira de Queiroz, da 4ª Vara Federal Criminal de Boa Vista. Rodrigo Cataratas se apresenta publicamente como garimpeiro e defende a atividade ilegal no estado. Além dele, também foram condenados o filho, Celso Rodrigo de Mello, a irmã, Brunna Martins de Mello, e Leonardo Kassio Arno, que agia com o grupo. A decisão é de primeira instância, e cabe recurso. A defesa dos quatro condenados informou em nota à Rede Amazônica que a decisão "está completamente destoada da realidade dos fatos." Disse ainda que a sentença "apenas demonstra a ausência de imparcialidade, pois desconsiderou todos os documentos juntados pela defesa, os quais comprovam toda atividade lícita de Rodrigo Mello, foram juntados notas fiscais de venda legais de minérios,imposto de renda, licenças ambientais e autorizações da AMN. Tudo desconsiderado pelo juízo." Penas Rodrigo Cataratas Considerado o líder do esquema de exploração de ouro e cassiterita pela Justiça, Cataratas foi condenado 22 anos e 7 meses de prisão em regime fechado, além do pagamento de indenização por danos ao povo Yanomami no valor de R$ 31.724.287,25. Ele recebeu a pena mais severa devido à posição de comando que ocupava e por atos como a destruição de provas ao longo da investigação. "Restou demonstrado que o réu Rodrigo Martins de Mello comandava todo o esquema criminoso, controlando e direcionando a atuação dos demais réus", disse o juiz em trecho da decisão. Rodrigo Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas Reprodução/Instagram LEIA MAIS: Empresário defensor de garimpo é investigado pela Polícia Federal por exploração na Terra Yanomami Empresário investigado pela PF por dar apoio a garimpo perguntou sobre helicóptero do Ibama dois dias antes de tentativa de atentado Justiça Federal nega pela 6ª vez prisão de empresário suspeito de financiar exploração de ouro na Terra Yanomami Filho de empresário garimpeiro é preso por exploração ilegal de ouro e organização criminosa Como todos os sentenciados responderam em liberdade ao processo, eles tiveram o direito de recorrer em liberdade da decisão. Celso Rodrigo de Mello, filho de Cataratas Celso, filho de Cataratas, atuava como o “braço direito” do pai, com a gestão de pagamentos e do contato com pilotos envolvidos no esquema na Terra Yanomami. Ele foi condenado 10 anos e 5 meses meses de prisão, também em regime inicialmente fechado. A condenação inclui os crimes de usurpação de bens da União e extração ilegal de recursos minerais, e integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro. Quem é o jovem filho de garimpeiro preso em investigação sobre a fuga de Ramagem "Já Celso Mello era o principal articulador de Rodrigo e desempenhava papel importante na organização criminosa, pois restou provado que contratava e tratava diretamente com os pilotos, elemento central da ORCRIM, diante da sua finalidade espúria de fornecer ao garimpo insumos ilegais indispensáveis a sua manutenção, tais como combustíveis", destaca em outro trecho. A Justiça considerou que Brunna atuava na parte financeira da organização criminosa, com a realização de saques e outras movimentações, além de apoio ao transporte de cassiterita. Brunna Martins de Mello, irmã de Cataratas Ela foi condenada a 10 anos e 2 meses de prisão em regime inicialmente fechado, e ao pagamento de indenização por danos à coletividade no valor de R$ 248.006,80. A condenação inclui os crimes de transporte e comercialização de minérios sem autorização, integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro. "A acusada Bruna Martins de Mello atuava na parte financeira da ORCRIM, cumprindo as ordens de Rodrigo. Organizava grupos de mensagens relacionadas ao garimpo ilegal, além de fazer transações financeiras variadas", frisou o magistrado. Leonardo Kassio Arno Leonardo atuava como “testa de ferro” do grupo, com o objetivo de ocultar a propriedade de aeronaves e administrar balsas usadas na extração mineral na terra indígena. Ele foi condenado a 10 anos e 5 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e ao pagamento de indenização no valor de R$ 1.112.500,00. Ele foi acusado dos crimes de usurpação de bens da União e extração ilegal de recursos minerais, em concurso formal, integração de organização criminosa e lavagem de dinheiro. "Quanto ao réu Leonardo Arno, emprestou voluntariamente seu nome para efetivar operações no âmbito da ORCRIM. A sua participação como “testa de ferro” ou interposta pessoa, utilizada por Rodrigo Mello, foi decisiva no sucesso do empreendimento ilícito." Na avaliação geral, o juiz entendeu que todos os condenados tinham plena ciência de que atuavam sem a devida autorização legal. "A organização tanto fornecia infraestrutura para outros grupos com atuação em garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami quanto promovia diretamente a exploração e extração em alguns pontos situados na área indígena. Também agiam no campo da comercialização e transporte de minérios, efetuando o escoamento do produto de lavra ilegal", destacou. 📍 A Terra Indígena Yanomami é o maior território indígena do Brasil, com quase 10 milhões. Mais de 33 mil indígenas vivem na região atualmente. O território está há três anos sob emergência humanitária devido aos danos causados pelo garimpo à saúde, ao modo de vida e à segurança da população indígena. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

FONTE: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/01/30/rodrigo-cataratas-condenado-garimpo-terra-yanomami-lider-organizacao.ghtml


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