Justiça concede liberdade a todos 'influencers do tigrinho' em Boa Vista
11/05/2026
(Foto: Reprodução) A Justiça revogou a prisão de Gildázio Cardoso e Dione dos Santos e concedeu liberdade aos investigados.
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A Justiça revogou a prisão de Gildázio Cardoso e Dione dos Santos e concedeu liberdade aos investigados. Com a decisão da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas desta segunda-feira (11), todos os envolvidos no esquema milionário do “jogo do tigrinho” estão soltos.
A medida beneficia Adrielly Araújo, Raniely Carvalho, Amanda Faria, Vitória Reis, Laís Ramos, Patrik Adhan, Dione dos Santos e Gildázio Cardoso. As prisões preventivas deles foram substituídas por medidas cautelares.
Eles estavam presos desde 27 de abril, há 14 dias. Dione, Gildázio e outros seis influenciadores tiveram a prisão preventiva decretada por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o consumidor ligados ao “jogo do tigrinho”, que movimentou R$ 260 milhões em dois anos.
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A liberdade, no entanto, não será plena. A juíza Daniela Schirato acatou o pedido do Ministério Público e determinou que Dione e Gildázio cumpram medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição total de acesso e uso de redes sociais, a proibição de sair de Boa Vista e o recolhimento domiciliar das 22h às 6h, além de fins de semana, feriados e dias de folga.
Como Gildázio mora em Goiás, a decisão judicial estabeleceu adaptações específicas para o cumprimento das medidas cautelares. Ele deverá se apresentar à Justiça por meio do WhatsApp.
Além disso, será expedida uma "carta precatória" para a comarca onde reside, documento que servirá para o cumprimento do alvará de soltura e para dar início à instalação e fiscalização da monitoração eletrônica.
Contas 'demo' e vida de luxo
Influenciadores ligados ao "jogo do tigrinho” foram presos em uma operação da Polícia Civil.
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A polícia afirma que todos eles eram recrutados por plataformas de jogos com o objetivo de atrair novos apostadores com promessas enganosas de ganhos fáceis.
"As investigações demonstraram que havia uma atuação organizada, com uso estratégico das redes sociais para alcançar um grande número de vítimas. Trata-se de uma prática criminosa com elevado potencial de dano coletivo”, destacou o delegado do caso, Eduardo Patrício.
Para divulgar os jogos, os investigados usavam contas “demo”, de demonstração, programadas para sempre apresentar ganhos, acompanhadas de links específicos para as plataformas de jogo. A prática cria a falsa ilusão de que ganhar é fácil e induz os seguidores ao erro.
A exibição de uma vida de luxo, com viagens e procedimentos estéticos, também fazia parte da estratégia para transmitir a ideia de enriquecimento fácil.
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