PF prende capitão da PM, empresário e assistente por lavagem de dinheiro e associação criminosa em Roraima
09/01/2026
(Foto: Reprodução) Foram apreendidos com o PM cerca de R$ 150 mil em dinheiro, um rifle, uma pistola, munições, um veículo, três celulares.
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O capitão da Polícia Militar Marcos Holanda Farias, de 43 anos, o empresário Clovis Braz Pedra, de 64, e a assistente dele, Ana Clara Araújo Cruz de Oliveira, de 25 anos, foram presos em flagrante pela Polícia Federal com R$ 150 mil, nesta quinta-feira (8), em Boa Vista. Eles são suspeitos de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A prisão ocorreu após o saque da quantia em uma agência bancária no Centro de Boa Vista. A suspeita é de que o valor tenha origem em um esquema de corrupção envolvendo dinheiro de contratos com o serviço público.
O g1 procurou as defesas de Marcos Holanda Farias, Clovis Braz Pedra e Ana Clara Araújo Cruz de Oliveira mas não recebeu resposta até a última atualização.
Justiça mantém prisão de capitão da PM, empresário e assistente flagrados com R$ 150 mil pela PF
A PF não divulgou, até a última atualização da reportagem, detalhes sobre o funcionamento do esquema nem sobre as suspeitas específicas relacionadas a cada um dos presos.
Além do dinheiro em espécie, a PF apreendeu um rifle, uma pistola, munições, um carro, três celulares e anotações.
Capitão da PM Marcos Holanda Farias, o empresário Clóvis Braz Pedra e a assistente dele, Ana Clara Araujo Cruz de Oliveira
Arquivo pessoal
O empresário Clovis é dono da empresa de construção civil e serviços de engenharia C B Pedra Serviços e Construções Ltda, conhecida como Rodoplacas. Ana Clara é funcionária do empresário. A reportagem também solicitou posicionamento da empresa, mas não obteve resposta até a última atualização.
Já o capitão Marcos Holanda é lotado na Casa Militar do Palácio do Governo, unidade responsável pela segurança do governador do estado.
Por meio de nota, a Polícia Militar esclareceu que a ação decorre de "investigação e apuração realizada pela PF/RR, não tendo participado de nenhuma etapa que a motivou, cabendo às autoridades federais prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias do fato e eventuais alegações do conduzido".
Afirmou ainda que a Corregedoria-Geral da PM "acompanha o caso, adotando as providências administrativas cabíveis, em consonância com o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa".
Após a abordagem, os três conduzidos foram levados para a sede da Polícia Federal, onde foram ouvidos e autuados em flagrante pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. O trio teve a prisão preventiva decretada na audiência de custódia.
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