Rotas clandestinas têm circulação livre na fronteira entre Brasil e Venezuela
07/01/2026
(Foto: Reprodução) Rotas clandestinas têm circulação livre na fronteira do Brasil com a Venezuela
Rotas clandestinas seguem sendo usadas livremente para a circulação de pessoas na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Pacaraima, cidade no Norte de Roraima. Pessoas usam as trilhas abertas no meio do mato que, na manhã desta quarta-feira (7), não tinha fiscalização.
Imagens feitas pelo g1 na região mostram pessoas e motociclistas cruzando os caminhos irregulares - chamados de trochas pela população local, longe dos postos oficiais de controle migratório. As passagens ficam próximas a vias urbanas e áreas abertas, facilitando o deslocamento entre os dois países.
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A circulação ocorre em um momento de instabilidade na Venezuela, após os ataques realizados pelos Estados Unidos e a captura do presidente Nicolás Maduro, o que aumentou a atenção sobre a segurança na fronteira brasileira.
Pessoas cruzam rotas clandestinas na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, a pé e em motocicletas.
Caíque Rodrigues/g1 RR
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Fiscalização limitada
O g1 conversou com um militar que atua na região. Ele explicou que a fiscalização se concentra, principalmente, dentro da área urbana. Segundo ele, a Polícia Militar realiza patrulhamento e abordagens nessas vias clandestinas.
O militar explicou que não há jurisdição do Exército brasileiro para fiscalizar as rotas no lado venezuelano. Após a travessia, a responsabilidade passa a ser da Polícia Militar.
Em, a PM informou que "realiza policiamento ostensivo permanente na região de fronteira do município de Pacaraima, no lado brasileiro, com ações preventivas, rondas e abordagens conforme planejamento operacional."
Homem cruza fronteira entre o Brasil e a Venezuela, em Pacaraima, por meio de uma rota clandestina.
Caíque Rodrigues/g1 RR
A fronteira entre Brasil e Venezuela na região é majoritariamente seca, com grandes áreas abertas e de vegetação baixa. Isso favorece a abertura de rotas clandestinas usadas diariamente por moradores e viajantes.
Segundo o militar, após ultrapassar o marco da fronteira, a atuação das forças brasileiras fica limitada, já que o território passa a ser venezuelano.
Apesar da presença do Exército Brasileiro na região, as imagens mostram que o uso das trilhas clandestinas continua.
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