TRE marca julgamento de recurso contra decisão que declarou deputada federal inelegível em RR

  • 15/04/2026
(Foto: Reprodução)
Áudios em que Helena da Asatur (MDB) organiza esquema de compra de votos O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima marcou para o dia 22 de abril, às 10h, o julgamento do recurso apresentado pela deputada federal Helena Lima, conhecida como Helena da Asatur (MDB), e pelo vereador Adriano Costa (MDB), de São João da Baliza, no Sul de Roraima. A sessão ocorrerá em plenário virtual. Em novembro, a Justiça Eleitoral declarou a deputada inelegível por oito anos e cassou o mandato do vereador por compra de votos. Adriano é marido da prima de Helena e foi apoiado pela parlamentar nas eleições de 2024. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp A decisão, da Comarca de São Luiz, foi assinada pela juíza Rafaella Holanda Silveira. Ambos puderam recorrer enquanto ainda exercem os cargos. O g1 procurou a deputada e tenta contato com a defesa do vereador. A ação foi movida pela então candidata à vereadora Regina Larangeira Macedo, conhecida como Larangeira do Povão (MDB). Ela integrava o mesmo grupo político de Helena e Adriano, se sentiu usada e decidiu denunciar. O g1 publicou com exclusividade mensagens e áudios entre a parlamentar, familiares e aliados nas eleições municipais de 2024. Helena da Asatur (MDB) é investigada por financiar esquema da compra de votos para vereador Adriano Costa (MDB) em São João da Baliza Reprodução/Facebook e Reprodução 🔎 Adriano foi reeleito em 2024 com 195 votos, o 9º entre as nove cadeiras de vereador em São João do Baliza. Todos os votos foram anulados pela Justiça. Além disso, foi aplicada uma multa de R$ 2.587.450, em Unidade Fiscal (Ufir) e foi declarado inelegível por 8 anos. Cassação e inelegibilidade Na decisão, a juíza entendeu que Adriano, com o apoio de familiares e aliados (incluindo Helena), implementou um "esquema estruturado de compra de votos". Este esquema envolvia: Repasses em dinheiro e via transferências bancárias (PIX); Utilização da empresa Asatur Transportes para transporte irregular e gratuito de eleitores, visando assegurar a reeleição de Adriano; 🚌 A Asatur, empresa da família de Helena, é uma das mais tradicionais em Roraima, com especialidade na rota entre Boa Vista a Manaus, no Amazonas, pela BR-174. Criada em 2001, é uma "empresa irmã" da Asatur Turismo. Além disso, presta serviços como fretamento e locação de veículos. O esquema envolvia também a esposa de Adriano, Davilmar Lima Soares e Dorgileia Lima Sousa (Leinha), irmã de Davilmar e prima de Helena. Ambas também tiveram a inelegibilidade por 8 anos decretada. Para a juíza, aconteceu um "verdadeiro derrame de dinheiro" para eleger Adriano vereador de São João da Baliza. "Por sua vez, a configuração do abuso do poder econômico também foi sobejamente demonstrada diante do alcance e escalada do esquema, tendo em vista o relato de que os procedimentos de aliciamento de eleitores ocorriam com valores entre R$ 400 a R$ 700, verdadeiro derrame de dinheiro naquele pequeno município", afirmou na decisão. Maria Aparecida da Silva de Farias (cunhada de Adriano), Ana Paula Teixeira Lima (Paulinha, irmã de Helena), Ivanira da Silva de Farias (cunhada de Adriano) tiveram as investigações julgadas como improcedentes e foram excluídas do processo. A defesa de Adriano afirmou o vereador "sempre pautou sua atuação e sua campanha pelo respeito à legislação eleitoral e afirma que não praticou qualquer irregularidade". "A decisão será objeto de recurso, que será apresentado imediatamente. Adriano segue confiante de que as instâncias superiores restabelecerão a verdade dos fatos e manterão a vontade soberana das urnas. Ele continua acreditando na Justiça e reafirma seu compromisso com a população de São João da Baliza", disse por meio de nota. 'É desse jeito que funciona a política' O esquema envolvia o uso de recursos de caixa dois, financiamento irregular de campanha, compra de votos e manipulação de listas de apoio. Inicialmente, Larangeira também seria beneficiada no esquema de compra de votos mas, de acordo com o relato dela, decidiu denunciar a deputada ao perceber que ela e os outros oito candidatos “de menor expressão” do MDB em Baliza foram usados para cumprir as cotas de representatividade partidária e tiveram as bases eleitorais manipuladas para redirecionar votos para Adriano Larangeira recebeu apenas 19 votos. Como provas, ela entregou áudios e mensagens trocadas entre ela e Helena. Nas conversas, Helena e os aliados pedem listas de eleitores para a compra de votos - prática criminosas conhecida como boca de urna (BU). Além dos áudios, no processo também há comprovantes de passagens emitidas pela Asatur, empresa de transporte da família de Helena, para levar eleitores de outros municípios para votar em Adriano em São João da Baliza. "Eu já mandei o dinheiro das suas lideranças e mandei o dinheiro das BU tudinho [...] agora vai uma pessoa aí fazer o pagamento tudo pra mim, pra eles, tá? Aí você reúne o pessoal, muito cuidado, reúne o pessoal e paga o seu povo e vamos ganhar eleição! [Sic]", diz a deputada em um dos áudios enviados à Larangeira do Povão que o g1 teve acesso. A juíza na decisão julgou as provas como sólidas quando são analisadas em conjunto. "Mesmo que algumas provas não possuam muita serventia isoladamente, e outras sejam apenas indícios, pode-se concluir seguramente que o conjunto probatório como um todo está robustamente demonstrado, tendo como pedra de toque os depoimentos prestados em audiência, sendo estes o maior condutor do convencimento do juízo", disse a juíza. "Eu cumpro com todo mundo, mas é do meu jeito, tá? Eu mando uma pessoa pagar. Na minha campanha foi assim. Eu tinha 31 candidatos deputados estaduais. Todos eles reuniam o povo e a gente fazia o pagamento. É desse jeito que funciona a política, não é diferente não", diz Helena em áudio enviado à Larangeira. O material foi incluído no processo como prova. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

FONTE: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/04/15/tre-marca-julgamento-de-recurso-contra-decisao-que-declarou-deputada-federal-inelegivel-em-rr.ghtml


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