Vacinação de bezerras contra brucelose é obrigatória para proteger gado e humanos em RR
26/10/2026
(Foto: Reprodução) Bovinos no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Roraima.
Lucas Almeida/Rede Amazônica
A vacinação contra a brucelose é obrigatória para bezerras de 3 a 8 meses em Roraima. A regra, exigida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), busca frear a doença, que causa abortos no gado, gera prejuízos financeiros aos produtores e pode ser transmitida para seres humanos.
Entenda 🔎: A brucelose é uma infecção bacteriana que pode ser transmitida de animais para humanos, principalmente pelo consumo de leite cru e queijos não pasteurizados ou pelo contato direto com o gado doente. No rebanho, a doença ataca o sistema reprodutivo, e nas pessoas, provoca sintomas semelhantes aos de uma gripe forte e prolongada.
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Para reforçar a prevenção e evitar a disseminação da bactéria, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima (Aderr) emitiu um alerta aos pecuaristas sobre a necessidade de manter o controle sanitário rigoroso nas propriedades.
A infecção afeta principalmente o sistema reprodutivo das fêmeas. Além do nascimento de bezerros fracos e da queda na produção de leite, o principal sinal da doença é o aborto no terço final da gestação.
O diretor de Defesa Animal da Aderr, Uildcaths de Souza, explica que a principal fonte de infecção no pasto é a própria vaca prenhe doente. Ao parir ou abortar, ela elimina a bactéria no ambiente, o que pode contaminar a água e a ração dos outros animais.
Outra forma comum de a doença chegar a uma fazenda é a compra de bovinos já infectados. Quanto maior a entrada de novos animais sem exames e controle sanitário, maior é o risco de espalhar a bactéria.
O impacto vai além do bolso do produtor e vira um problema de saúde pública. "Quando [a doença] é notificada, a gente tem que avisar a Secretaria de Saúde (Sesau), municipal e estadual, para que sejam tomadas as medidas cabíveis. Causa prejuízo ao produtor e a multiplicação da enfermidade para os demais animais", ressalta Uildcaths.
A imunização é a única saída, mas exige cuidados de refrigeração. O engenheiro agrônomo Renato Lopes alerta que o produtor precisa ter atenção na hora da compra. “As lojas agropecuárias têm geladeiras de 2 a 8 graus. O produtor rural, ao levar [a vacina] ao campo, tem que estar munido de caixa térmica com gelo para fazer a aplicação junto a um veterinário cadastrado", afirma.
Após a aplicação da dose, o pecuarista deve comprovar a vacinação na Aderr. É preciso apresentar o atestado sanitário emitido pelo médico-veterinário para manter o rebanho regularizado.
Amazonas é o principal comprador de gado de Roraima.
Secom-RR/Divulgação
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